Weider Silveiro outono-inverno 2016
O jeito com que Weider Silveiro se inspira em outras etnias é bem interessante – no lugar de referências muito literais, ele tem pegado elementos que injetam criatividade em sua linguagem mas se mantém fiel a ela. Pra quem não se lembra, na primavera-verão 2015 foi a vez do povo indígena Mapuche, do Chile; nesse outono-inverno 2016 o escolhido é o Japão dos quimonos e armaduras de samurais (e do kabuki, na boa maquiagem desenvolvida por Ricardo dos Anjos). Ao mesmo tempo, aparecem também as flores de cerejeira e um delicado tule bem levinho que traz mais fragilidade pra mulher outrora mais estruturada, cheia de linhas retas de Weider.